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Conferência de Dados no Registro de Imóveis: título × matrícula, campo a campo
Guilherme F. Pereira•29 de julho de 2026•Guia prático — Registro de Imóveis•8 min de leitura
🏘️
Guilherme F. Pereira
Advogado · OAB/PR 73.065 · Fundador da Locus.IA
Resposta curta: no RI, a Conferência de Dados cruza o título com a matrícula e os documentos das partes e devolve, em minutos, um relatório campo a campo: qualificação, grafia, CPF (com validação de dígitos), descrição do imóvel × matrícula, valor, certidões e procurações — cada dado com o arquivo de origem. O que diverge aparece antes de virar exigência.
O Registro de Imóveis vive do princípio da especialidade — e morre, no dia a dia, de erro material. O apartamento "nº 72" do título que é "nº 27" na matrícula; o transmitente qualificado como divorciado quando a matrícula ainda o traz casado; a área que diverge por um dígito. Nada disso é controvérsia jurídica: é conferência que faltou. Este guia mostra como fazê-la em minutos, dos dois lados do protocolo.
Veja a conferência rodando: 72 segundos — Relatório real de uma escritura de inventário, com os dados das partes borrados. O que aparece é o que interessa: CPF com dígito divergente, chassi que não bate, e uma cláusula com “100% (cinquenta por cento)”.
🏢Os cruzamentos que decidem o exame
Cruzamento
O que a divergência gera
Descrição do imóvel (título × matrícula)
ofensa à especialidade objetiva → exigência certa
Titularidade (transmitente × matrícula)
quebra de continuidade → devolução
Qualificação das partes (título × documentos)
estado civil/regime divergente → retificação ou exigência
CPF/CNPJ (validação de dígitos)
dígito trocado → recusa e retrabalho
Procurações (poderes × ato praticado)
representação insuficiente → devolução
Certidões (presença e validade)
documentação incompleta → exigência
⚙️Como rodar: título × matrícula em 3 passos
1
Anexe o título como documento principal e, como apoio, a matrícula atualizada + documentos das partes (RG, CPF, certidões, procurações).
2
Use as instruções extras para o que a sua corregedoria ou a sua praxe exigem além do padrão — a conferência se adapta ao seu checklist.
3
Leia o relatório dirigido: ✅ ❌ ⚠️ ❓ por campo, com origem citada. Exporte em Word — vale como documentação da diligência e como base objetiva de exigência.
Como fica o sigilo: a Conferência de Dados opera no Modo Híbrido da Locus.IA — o Locus não recebe nem armazena os documentos, o processamento é zero-retention com DPA, e cada dado do relatório é rastreável ("consta no arquivo X"). Em linha com a Resolução CNJ 615/2025 e o Provimento CNJ 213/2026. Para quem exige mais: o Modo Soberania processa em servidores no Brasil e o Locus Local Air-Gapped roda 100% na sua máquina — a escada de segurança tem o degrau que a sua corregedoria pede.
Papel da ferramenta: o relatório é uma segunda conferência, de apoio — acelera e documenta o trabalho, mas a conferência final e a responsabilidade pelo ato continuam sendo do profissional (escrevente, tabelião, registrador ou advogado). E a IA aqui é proibida de deduzir: o que está ilegível vira "❓ não localizado", nunca um chute.
Prazo de prenotação correndo é o pior lugar do mundo para descobrir um "nº 27" que deveria ser "72". A conferência campo a campo não elimina o juízo do registrador — elimina a surpresa.
Planos e preços
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Título conferido antes do protocolo
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