Resposta curta: O PEPEX permite ao credor com título executivo saber, antes de instaurar a execução, se o devedor tem bens penhoráveis. Este prompt organiza a triagem: confirma o título, reúne o que é preciso, e prepara a leitura do resultado — para decidir com dados se vale a pena executar.

Executar quem não tem bens custa dinheiro e devolve nada. O PEPEX existe para responder a essa pergunta antes de a fatura chegar: é um procedimento conduzido por agente de execução que consulta as bases e diz o que há. Quem trabalha carteiras de cobrança sabe que a decisão certa quase sempre é não avançar.

📋Passo a passo: Como preparar o recurso ao PEPEX com IA

Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:

  1. Confirme primeiro que tem título executivo. Sem ele, o caminho é outro — o PEPEX pressupõe-no.
  2. Reúna a identificação completa do devedor e tudo o que já souber sobre a sua situação patrimonial.
  3. Some o que já gastou e o que ainda vai gastar. É contra esse número que a decisão de executar se mede.
  4. Prepare a leitura do resultado com antecedência: o que fazer se houver bens, o que fazer se não houver.
  5. Confirme no diploma os termos e o custo do procedimento antes de avançar. As regras e as tabelas mudam.

🤖O Prompt Mestre (Copie e Adapte)

Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:

💡 Como usar no Locus.IA: com a pasta do processo indexada no seu computador, você aponta os ficheiros em vez de colar — e a resposta já vem citando ficheiro e página; nos prompts que geram um documento do zero, você informa os dados do caso e o sigilo fica protegido pela mesma arquitetura. Numa IA genérica (ChatGPT, Claude), você mesmo cola ou digita os dados no lugar indicado.
⚠️ Antes de colar isto num ChatGPT: não é só sigilo, é o RGPD.

Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:

  • o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
  • a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
  • o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
  • o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.

Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, os ficheiros são lidos e tratados no seu computador — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo do seu cliente a um responsável que não escolheu. Ver como funciona em Portugal →

Prompt Mestre — o Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo (PEPEX) em Portugal
Assume o papel de advogado ou solicitador com prática em cobrança de dívidas em Portugal. Vais preparar o recurso ao PROCEDIMENTO EXTRAJUDICIAL PRÉ-EXECUTIVO (PEPEX), criado pela Lei n.º 32/2014, de 30 de maio, e regulamentado pela Portaria n.º 349/2015, de 13 de outubro.

ETAPA 1 — PRESSUPOSTO
O PEPEX pressupõe que o credor disponha de título executivo. Confronta o documento com as espécies previstas no artigo 703.º do Código de Processo Civil e responde: há título? Se NÃO houver, PARA AQUI, explica e indica a via alternativa.

DADOS
- Credor: [___]
- Devedor (nome completo, número de identificação fiscal, morada, o que souber da atividade): [___]
- Título executivo (natureza, data, subscritores): [___]
- Montante em dívida, composição e data do vencimento: [___]
- O que já foi tentado (interpelações, acordos, contactos) e com que resultado: [___]
- O que já se sabe sobre o património do devedor: [___]
- Custos já suportados com esta cobrança: [___]

PRODUZ, POR ESTA ORDEM:

A) VERIFICAÇÃO DO PRESSUPOSTO — a conclusão da Etapa 1, com a norma.

B) O QUE É PRECISO REUNIR — lista fechada dos elementos de identificação e dos documentos necessários para submeter o procedimento. Assinala [FALTA: ___] em cada um que não te tenha sido dado.

C) DECISÃO ECONÓMICA — tabela: custo já suportado | custo estimado do procedimento [CONFERIR: tabela em vigor] | custo estimado da execução [CONFERIR] | montante em dívida | recuperação plausível. Conclui com uma recomendação fundamentada: avançar, aguardar, ou encerrar a cobrança.

D) COMO LER O RESULTADO — prepara dois cenários. Se forem identificados bens penhoráveis: o que fazer e por que ordem. Se não forem: o que resta ao credor, incluindo a possibilidade de certificação da incobrabilidade para efeitos próprios, marcando [CONFERIR] os termos exatos por dependerem do diploma e da legislação fiscal.

E) MINUTA DE COMUNICAÇÃO AO CLIENTE — texto curto, em linguagem simples, explicando o que é o procedimento, o que ele responde, quanto custa aproximadamente e o que se decide a seguir. Sem promessas de recuperação.

F) LISTA DE VERIFICAÇÃO — o que confirmar no diploma e na tabela de custos antes de submeter.

REGRAS
- Não prometas recuperação. O procedimento identifica bens; não os transforma em dinheiro.
- Não afirmes custos, prazos ou percentagens de memória: marca [CONFERIR] e remete para a tabela em vigor.
- Não inventes número de identificação fiscal, morada nem dados patrimoniais.

REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias):
1. Escreve em português europeu, registo forense, na grafia do Diário da República.
2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___].
3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] quando não tiveres a certeza do número exato.
4. Termina com a recomendação numa linha e a lista do que confirmar antes de avançar.

De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)

A viragem que destrava tudo: estes prompts transformam um ChatGPT ou um Claude comum num rascunho de assistente jurídico. O Locus.IA é esse assistente já pronto — e a diferença está em quem trata os dados. No prompt, entrega-os a um terceiro. No Locus, ficam consigo.

Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.

O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.

E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez, e o Conferir é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.

Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. A pseudonimização automática reconhece agora os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: os documentos serem lidos, organizados e conferidos sem saírem do seu computador.

A tarefaNum ChatGPT / Claude comumNo Locus.IA
Entrar com os dadosColar ou digitar a cada utilizaçãoAponta a pasta do processo; é lida no seu computador
Confiança na fonteVocê confere se a IA inventouCita o ficheiro e a página de cada trecho
Preparar para o tribunalSite gratuito, com o processo a subir para fora da UEJunta, comprime e numera na sua máquina, sem internet
Escrever a peçaRecomeçar do zero e colar o resultado no WordEscrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório
Conferir minuta contra documentosÀ vista, campo a campo, à noiteConferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem
Ler um digitalizadoCopiar à mão o que a fotografia mostraTranscrever lê a imagem e devolve o texto

Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.

Perguntas Frequentes

O que é o PEPEX?+
O Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo, criado pela Lei n.º 32/2014, de 30 de maio, e regulamentado pela Portaria n.º 349/2015, de 13 de outubro. Permite ao credor com título executivo apurar, antes de instaurar a execução, se existem bens penhoráveis.
Preciso de título executivo para recorrer ao PEPEX?+
Sim, é pressuposto do procedimento — as espécies de títulos executivos constam do artigo 703.º do Código de Processo Civil. O prompt verifica-o antes de qualquer outra coisa e para se não houver.
O PEPEX cobra a dívida?+
Não. Identifica bens e informa. A cobrança faz-se depois, pela execução, e o prompt está instruído para não prometer recuperação.
Porque é que isto interessa a quem tem uma carteira de cobranças?+
Porque a decisão mais valiosa costuma ser não executar. Saber antes que não há bens poupa taxa de justiça, honorários e meses de expectativa ao cliente.
Quanto custa?+
Depende da tabela em vigor, e o prompt recusa-se a afirmar um valor de memória: marca-o como a confirmar. Confirme no diploma e na tabela aplicável.
Como é que o Locus.IA se encaixa?+
Na triagem documental que antecede tudo isto: ler o título, os comprovativos e a correspondência que estão na pasta do processo, e responder às suas perguntas citando o ficheiro e a página. A carta ao cliente sai depois da Oficina da Escrita, já em Word formatado com o layout do escritório, ao custo de uma análise por peça.

O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo

Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, sem que nada seja carregado para um responsável que não escolheu. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.

⚖️ Ver o Locus.IA para Portugal
Prompts para Portugal · biblioteca aberta

Prompts escritos para o direito português

Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.

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