Nada mina uma reclamação como a própria prova: o pedido de horas extras desmentido pelo cartão de ponto que você mesmo juntou, a verba postulada que o TRCT anexado mostra paga, o período que avança sobre a prescrição. A defesa vai procurar exatamente isso — e cada divergência custa credibilidade e sucumbência. A conferência antes do protocolo é a vacina, e leva minutos.
Amarra 1 — Datas, períodos e os dois relógios da prescrição
Admissão e demissão precisam bater entre inicial, CTPS, contrato e TRCT — qualquer divergência muda o período contratual inteiro. E os dois relógios do art. 7º, XXIX, da CF correm sobre essas datas: a bienal (dois anos da extinção para ajuizar) e a quinquenal (verbas limitadas aos cinco anos anteriores ao ajuizamento). Pedido que avança sobre o período prescrito é flanco aberto — corrija o corte antes que a defesa o faça por você, com sucumbência.
Amarra 2 — Base salarial × holerites
O salário da inicial confere com os holerites do período? As variáveis habituais alegadas aparecem documentadas? A base é o multiplicador de tudo — horas extras, reflexos, 13º, férias com terço, FGTS. Uma divergência aqui não é um erro: são vinte, em cascata.
Amarra 3 — Verbas pedidas × TRCT e recibos
Verba postulada que o TRCT anexado mostra quitada esvazia o pedido e mancha o restante da inicial. O batimento marca cada verba com ✅ ❌ ⚠️ ❓ e cita o documento de origem — "consta no arquivo TRCT.pdf" — e a inicial vai a protocolo apenas com o que a prova sustenta.
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