É o procedimento mais movimentado do país e quase ninguém escreve sobre ele. Corre no Balcão Nacional de Injunções, não tem juiz, e um funcionário do secretariado confere o pedido — se a outra parte não se opuser dentro do prazo, o credor sai dali com título executivo. O trabalho todo é documental, e é por isso que se automatiza bem.
Passo a passo: Como preparar a injunção com IA
Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:
- Comece pelo enquadramento: a dívida cabe na injunção? O regime tem limite de valor para dívidas comuns e trata de forma diferente a dívida de transação comercial entre empresas.
- Reúna a origem da dívida — contrato, fatura, nota de encomenda, guia de remessa — e a data em que cada montante se venceu.
- Separe capital, juros e outras quantias. Cada parcela tem de ter um documento que a sustente e um cálculo que se possa refazer.
- Confirme a identificação completa do requerido, incluindo morada atualizada. Notificação frustrada é a causa mais comum de a injunção morrer.
- Leve o conteúdo para o formulário eletrónico. O prompt organiza o que lá vai; o preenchimento, a taxa e a submissão são seus.
O Prompt Mestre (Copie e Adapte)
Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:
Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:
- o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
- a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
- o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
- o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.
Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, os ficheiros são lidos e tratados no seu computador — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo do seu cliente a um responsável que não escolheu. Ver como funciona em Portugal →
Assume o papel de advogado ou solicitador com prática em cobrança de dívidas em Portugal. Vais preparar o CONTEÚDO de um requerimento de injunção, ao abrigo do regime instituído pelo Decreto-Lei n.º 269/98, de 1 de setembro. ETAPA 1 — CABE NA INJUNÇÃO? (obrigatória, antes de escrever) Responde, com os elementos dados: a) A obrigação é pecuniária e emergente de contrato? b) Qual é o valor em dívida? c) O contrato foi celebrado com um consumidor, ou é uma transação comercial entre empresas? Com base nisso, diz se o caso cabe no procedimento de injunção. O regime tem um LIMITE DE VALOR para as dívidas comuns e um tratamento próprio para a dívida de transação comercial — assinala-os como [CONFERIR: limite em vigor] em vez de afirmares um número de memória. Se NÃO couber, PARA AQUI e indica a via adequada (ação declarativa, ou a ação especial para cumprimento de obrigações pecuniárias), explicando porquê. DADOS - Requerente (nome, NIF, morada, atividade): [___] - Requerido (nome, NIF, morada atualizada e como a confirmou): [___] - Origem da dívida (contrato, fatura, encomenda — com datas): [___] - O que foi contratado e o que foi entregue ou prestado: [___] - Capital em dívida: [___] - Juros: taxa aplicada, data de início e fundamento dessa taxa: [___] - Outras quantias reclamadas: [___] - Interpelações feitas (data, forma, resposta): [___] - Documentos disponíveis: [___] PRODUZ, POR ESTA ORDEM: A) ENQUADRAMENTO — a conclusão da Etapa 1, com o diploma. B) IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES — texto pronto a transpor. Marca [FALTA: ___] cada elemento em falta, e assinala em destaque se a morada do requerido não estiver confirmada. C) EXPOSIÇÃO DOS FACTOS — sucinta e cronológica: o que foi contratado, o que foi cumprido, o que não foi pago, e desde quando. Uma linha por facto, cada uma com o documento que a prova. D) LIQUIDAÇÃO — tabela: parcela | montante | como se calcula | documento de suporte. Separa capital, juros e outras quantias. Se não te for dada a taxa de juro nem o seu fundamento, escreve [FALTA: taxa e fundamento] e NÃO calcules nada. E) DOCUMENTOS — lista numerada com descrição sumária de cada um. F) O QUE PODE CORRER MAL — lista fechada: morada desatualizada, valor fora do limite do procedimento, dívida controvertida que gerará oposição, prescrição, e falta de prova da entrega ou da prestação. Para cada, o que fazer antes de submeter. G) SE HOUVER OPOSIÇÃO — em três linhas, o que acontece a seguir e o que o requerente deve ter preparado desde já. REGRAS - Não afirmes limites de valor, prazos de oposição nem taxas de justiça de memória: marca [CONFERIR]. - Não inventes NIF, morada, número de fatura nem taxa de juro. - Não prometas que a injunção não terá oposição. REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias): 1. Escreve em português europeu, registo forense, na grafia do Diário da República. 2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___]. 3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] quando não tiveres a certeza do número exato. 4. Termina com: (a) o que o subscritor tem de confirmar antes de submeter; (b) a lista numerada e descrita dos documentos.
De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)
Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.
O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.
E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez, e o Conferir é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.
Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. A pseudonimização automática reconhece agora os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: os documentos serem lidos, organizados e conferidos sem saírem do seu computador.
| A tarefa | Num ChatGPT / Claude comum | No Locus.IA |
|---|---|---|
| Entrar com os dados | Colar ou digitar a cada utilização | Aponta a pasta do processo; é lida no seu computador |
| Confiança na fonte | Você confere se a IA inventou | Cita o ficheiro e a página de cada trecho |
| Preparar para o tribunal | Site gratuito, com o processo a subir para fora da UE | Junta, comprime e numera na sua máquina, sem internet |
| Escrever a peça | Recomeçar do zero e colar o resultado no Word | Escrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório |
| Conferir minuta contra documentos | À vista, campo a campo, à noite | Conferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem |
| Ler um digitalizado | Copiar à mão o que a fotografia mostra | Transcrever lê a imagem e devolve o texto |
Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.
Perguntas Frequentes
O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo
Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, sem que nada seja carregado para um responsável que não escolheu. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.
⚖️ Ver o Locus.IA para PortugalPrompts escritos para o direito português
Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.
Ver a biblioteca de prompts →Continuar no direito português
Estes prompts foram escritos sobre a lei portuguesa — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.