Cerca de metade dos divórcios portugueses não chega a tribunal. Faz-se ao balcão, com os dois de acordo, e o que decide a rapidez é ter os acordos escritos e os documentos reunidos. A parte jurídica é curta; a parte de conferência é toda.
Passo a passo: Como preparar o divórcio por mútuo consentimento com IA
Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:
- Confirme que há acordo dos dois — não só quanto ao divórcio, mas quanto a tudo o que dele depende.
- Havendo filhos menores, prepare o acordo sobre o exercício das responsabilidades parentais: residência, convívios e alimentos.
- Trate dos outros acordos que o processo exige, nomeadamente quanto à casa de morada de família e a eventuais alimentos entre os cônjuges.
- Reúna os documentos de identificação e de estado civil, e a relação de bens se for caso disso.
- Confirme na Conservatória o procedimento concreto. O prompt organiza o conteúdo e marca [CONFERIR] o que depende de norma ou de prática local.
O Prompt Mestre (Copie e Adapte)
Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:
Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:
- o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
- a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
- o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
- o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.
Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, os ficheiros são lidos e tratados no seu computador — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo do seu cliente a um responsável que não escolheu. Ver como funciona em Portugal →
Assume o papel de advogado com prática em direito da família em Portugal. Vais preparar o CONTEÚDO de um divórcio por mútuo consentimento a apresentar na Conservatória do Registo Civil. REGRA DE ABERTURA: esta via exige acordo. Se os dados revelarem desacordo em qualquer ponto essencial, di-lo já e indica a via alternativa, em vez de montar acordos que não existem. DADOS - Cônjuges: nome completo, estado civil anterior, naturalidade, residência: [___] - Data e regime do casamento: [___] - Há filhos menores? Nome, idade, com quem residem, escola: [___] - Há filhos maiores ainda a cargo? [___] - Casa de morada de família: propriedade, arrendamento, quem lá fica: [___] - Bens comuns relevantes e dívidas: [___] - Há acordo quanto a alimentos entre os cônjuges? [___] - O que já está acordado, ponto por ponto: [___] - O que ainda não está: [___] PRODUZ, POR ESTA ORDEM: A) VERIFICAÇÃO DO ACORDO — tabela: matéria | há acordo? | o que está por fechar. Percorre pelo menos: o divórcio em si; o exercício das responsabilidades parentais, havendo menores; a casa de morada de família; os alimentos entre cônjuges; e o destino dos bens, se for caso disso. Se alguma linha estiver por fechar, escreve em destaque "NÃO ESTÁ PRONTO PARA A CONSERVATÓRIA" e diz o que resolver primeiro. B) ACORDO SOBRE RESPONSABILIDADES PARENTAIS — se houver menores, a estrutura completa: exercício das responsabilidades, residência habitual, regime de convívios (incluindo férias e datas festivas), e prestação de alimentos com montante, data de pagamento, forma e atualização. Deixa [___] onde faltar decisão dos pais; não decidas por eles. C) OS OUTROS ACORDOS — casa de morada de família e alimentos entre cônjuges, na forma em que devem ser apresentados. D) DOCUMENTOS — lista fechada do que levar, cada um marcado TENHO / FALTA e com indicação de onde se obtém. Marca [CONFERIR] a lista oficial, porque o procedimento concreto deve ser confirmado na Conservatória. E) O QUE PODE FAZER O PROCESSO PARAR — lista curta: acordo sobre menores considerado desconforme ao interesse da criança, documento em falta, divergência entre o acordado e o que está escrito, e bens não declarados. F) NOTA AO CLIENTE — texto curto e simples, para enviar ao casal, dizendo o que falta e o que se passa a seguir. REGRAS - Não decidas por eles: guarda, convívios e alimentos são acordo das partes, sujeito a apreciação. - Não afirmes taxas, prazos nem a lista oficial de documentos de memória: marca [CONFERIR]. - Não sugiras esconder bens nem omitir dívidas. REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias): 1. Escreve em português europeu, na grafia do Diário da República. 2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___]. Nunca inventes nome, data ou montante. 3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] quando não tiveres a certeza do número exato. 4. Termina com a lista do que falta, por ordem de quem a tem de resolver.
De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)
Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.
O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.
E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez, e o Conferir é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.
Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. A pseudonimização automática reconhece agora os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: os documentos serem lidos, organizados e conferidos sem saírem do seu computador.
| A tarefa | Num ChatGPT / Claude comum | No Locus.IA |
|---|---|---|
| Entrar com os dados | Colar ou digitar a cada utilização | Aponta a pasta do processo; é lida no seu computador |
| Confiança na fonte | Você confere se a IA inventou | Cita o ficheiro e a página de cada trecho |
| Preparar para o tribunal | Site gratuito, com o processo a subir para fora da UE | Junta, comprime e numera na sua máquina, sem internet |
| Escrever a peça | Recomeçar do zero e colar o resultado no Word | Escrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório |
| Conferir minuta contra documentos | À vista, campo a campo, à noite | Conferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem |
| Ler um digitalizado | Copiar à mão o que a fotografia mostra | Transcrever lê a imagem e devolve o texto |
Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.
Perguntas Frequentes
O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo
Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, sem que nada seja carregado para um responsável que não escolheu. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.
⚖️ Ver o Locus.IA para PortugalPrompts escritos para o direito português
Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.
Ver a biblioteca de prompts →Continuar no direito português
Estes prompts foram escritos sobre a lei portuguesa — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.