Resposta curta: As alegações orais têm tempo contado por lei: até uma hora por mandatário, com réplica de trinta minutos. Este prompt condensa a prova produzida ao tempo disponível, ordenando por facto controvertido e não por ordem de depoimento.

Nenhum modelo de peça resolve isto. O que se pede ao advogado no fim da audiência não é uma peça longa: é um argumento que caiba no tempo, ancorado no que foi mesmo dito na sala. E o que estraga umas alegações é percorrer as testemunhas por ordem em vez de percorrer os factos.

📋Passo a passo: Como preparar as alegações finais com IA

Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:

  1. Parta dos temas da prova fixados. São eles, e não os articulados, que delimitam o que interessa alegar.
  2. Para cada tema, reúna o que a prova produzida deu — documento, depoimento, perícia — e o que ficou por provar.
  3. Ordene por facto controvertido, não por testemunha. É assim que o tribunal vai decidir e é assim que se deve ouvir.
  4. Corte ao tempo disponível: até uma hora por mandatário, e menos nos casos em que a lei reduz o prazo a metade.
  5. Prepare separadamente a réplica de trinta minutos, com resposta aos dois ou três pontos que a outra parte vai levantar.

🤖O Prompt Mestre (Copie e Adapte)

Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:

💡 Como usar no Locus.IA: com a pasta do processo indexada no seu computador, você aponta os ficheiros em vez de colar — e a resposta já vem citando ficheiro e página; nos prompts que geram um documento do zero, você informa os dados do caso e o sigilo fica protegido pela mesma arquitetura. Numa IA genérica (ChatGPT, Claude), você mesmo cola ou digita os dados no lugar indicado.
⚠️ Antes de colar isto num ChatGPT: não é só sigilo, é o RGPD.

Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:

  • o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
  • a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
  • o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
  • o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.

Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, os ficheiros são lidos e tratados no seu computador — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo do seu cliente a um responsável que não escolheu. Ver como funciona em Portugal →

Prompt Mestre — Alegações Finais na Audiência Final em Portugal
Assume o papel de advogado sénior inscrito na Ordem dos Advogados portuguesa. Vais preparar ALEGAÇÕES ORAIS para a audiência final, ao abrigo do artigo 604.º do Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de junho).

RESTRIÇÃO DE TEMPO: as alegações orais dispõem de até uma hora por mandatário, com réplica de trinta minutos, e há casos em que a lei reduz esses prazos a metade — assinala [CONFERIR] quais. Tudo o que escreveres tem de caber nesse tempo. Indica, em cada bloco, o tempo estimado de leitura em voz alta.

DADOS
- Tribunal, juízo, processo n.º: [___]
- Partes e quem represento: [___]
- Objeto do litígio, tal como fixado: [___]
- Temas da prova, tal como enunciados: [___]
- Prova produzida na audiência (por tema, o que cada meio deu): [___]
- Documentos juntos e o que de cada um resulta: [___]
- Perícias, se houver, e as suas conclusões: [___]
- O que a outra parte alegou e o que a prova dela deu: [___]

PRODUZ, POR ESTA ORDEM:

A) MAPA TEMA A TEMA — tabela: tema da prova | o que a minha prova deu | o que a prova da outra parte deu | conclusão que se pode retirar. Uma linha por tema, sem exceção. Se um tema ficou sem prova de nenhum dos lados, di-lo — é informação, e às vezes é a melhor.

B) ALEGAÇÕES, ORDENADAS POR FACTO — não por testemunha e não pela ordem dos articulados. Para cada facto controvertido: o que se provou, com que meio, e a consequência jurídica. Mantém cada bloco curto e diz o tempo estimado.

C) O PONTO MAIS FORTE E O MAIS FRACO — um de cada, nomeados sem rodeios. O mais fraco é para preparar, não para esconder.

D) DIREITO — só o que decorre dos factos provados. Sem tese geral, sem doutrina não fornecida, e sem jurisprudência que não te tenha sido dada.

E) VERSÃO CURTA — as mesmas alegações em metade do tempo, para o caso de o prazo ser reduzido ou de a audiência atrasar.

F) RÉPLICA — os dois ou três pontos que a outra parte vai levantar, e a resposta a cada um, dentro de trinta minutos.

G) O QUE NÃO DIZER — o que enfraquece a posição se for tocado.

REGRAS
- Não afirmes que um facto está provado se a prova indicada não o sustentar: escreve "resulta parcialmente" ou "não resulta".
- Não cites jurisprudência nem doutrina que não te sejam fornecidas.
- Não escrevas mais do que cabe no tempo. Alegação que não cabe não é alegação.

REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias):
1. Escreve em português europeu, registo forense, na grafia do Diário da República.
2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___].
3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] quando não tiveres a certeza do número exato.
4. Termina com a lista do que o mandatário tem de confirmar nas notas da audiência antes de alegar.

De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)

A viragem que destrava tudo: estes prompts transformam um ChatGPT ou um Claude comum num rascunho de assistente jurídico. O Locus.IA é esse assistente já pronto — e a diferença está em quem trata os dados. No prompt, entrega-os a um terceiro. No Locus, ficam consigo.

Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.

O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.

E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez, e o Conferir é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.

Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. A pseudonimização automática reconhece agora os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: os documentos serem lidos, organizados e conferidos sem saírem do seu computador.

A tarefaNum ChatGPT / Claude comumNo Locus.IA
Entrar com os dadosColar ou digitar a cada utilizaçãoAponta a pasta do processo; é lida no seu computador
Confiança na fonteVocê confere se a IA inventouCita o ficheiro e a página de cada trecho
Preparar para o tribunalSite gratuito, com o processo a subir para fora da UEJunta, comprime e numera na sua máquina, sem internet
Escrever a peçaRecomeçar do zero e colar o resultado no WordEscrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório
Conferir minuta contra documentosÀ vista, campo a campo, à noiteConferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem
Ler um digitalizadoCopiar à mão o que a fotografia mostraTranscrever lê a imagem e devolve o texto

Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo tenho para alegar?+
O artigo 604.º do Código de Processo Civil prevê alegações orais de até uma hora por mandatário, com réplica de trinta minutos, e há casos em que os prazos se reduzem a metade. O prompt escreve dentro desse tempo e indica a duração estimada de cada bloco.
Porque é que se alega por facto e não por testemunha?+
Porque é por facto que o tribunal vai decidir. Percorrer as testemunhas por ordem obriga o juiz a fazer ele o trabalho de reagrupar, e é o erro mais comum em alegações mal preparadas.
O prompt inventa jurisprudência?+
Está expressamente proibido de citar jurisprudência ou doutrina que não lhe sejam fornecidas — é a falha que já levou tribunais superiores portugueses a detetar acórdãos inexistentes em peças.
Porquê uma versão curta?+
Porque as audiências atrasam e os prazos por vezes reduzem-se. Ter as mesmas alegações em metade do tempo evita cortar à pressa a parte errada.
Para que serve o bloco "o que não dizer"?+
Para não abrir uma porta que a outra parte ainda não abriu. É a parte que um modelo genérico nunca dá.
E o programa?+
A parte pesada é cruzar o que cada meio de prova deu com cada tema. Com os documentos e as notas da audiência indexados na sua máquina, o Locus.IA responde citando o ficheiro e a página de onde tirou cada elemento — que é exatamente o que sustenta uma alegação.

O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo

Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, sem que nada seja carregado para um responsável que não escolheu. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.

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Prompts escritos para o direito português

Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.

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Estes prompts foram escritos sobre a lei portuguesa — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.

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