Resposta curta: A audiência prévia pode ser dispensada quando se destina apenas ao saneador, à adequação formal e à fixação do objeto do litígio e dos temas da prova. Este prompt testa se o caso preenche essa hipótese e, preenchendo, escreve o requerimento com os fundamentos concretos do processo.

É um mecanismo do Código de 2013 que ninguém explica bem e que poupa meses num processo simples. O erro comum é requerer a dispensa em processos que precisam mesmo da audiência, e o segundo erro é fundamentar em generalidades quando o que convence é apontar o que, naquele processo, já não tem nada por resolver.

📋Passo a passo: Como preparar o requerimento de dispensa com IA

Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:

  1. Releia os articulados e verifique o que ficou efetivamente controvertido — de facto e de direito.
  2. Confirme se restam exceções por decidir, matéria por convidar a aperfeiçoar, ou insuficiências que a audiência resolveria.
  3. Verifique se as partes têm interesse em conciliação. Havendo margem, a dispensa tende a não servir o processo.
  4. Reúna os argumentos concretos: que factos estão assentes, que prova já está requerida, e o que falta mesmo decidir.
  5. Confirme os prazos próprios da dispensa no artigo aplicável antes de submeter.

🤖O Prompt Mestre (Copie e Adapte)

Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:

💡 Como usar no Locus.IA: com a pasta do processo indexada no seu computador, você aponta os ficheiros em vez de colar — e a resposta já vem citando ficheiro e página; nos prompts que geram um documento do zero, você informa os dados do caso e o sigilo fica protegido pela mesma arquitetura. Numa IA genérica (ChatGPT, Claude), você mesmo cola ou digita os dados no lugar indicado.
⚠️ Antes de colar isto num ChatGPT: não é só sigilo, é o RGPD.

Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:

  • o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
  • a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
  • o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
  • o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.

Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, os ficheiros são lidos e tratados no seu computador — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo do seu cliente a um responsável que não escolheu. Ver como funciona em Portugal →

Prompt Mestre — Requerer a Dispensa da Audiência Prévia em Portugal
Assume o papel de advogado sénior inscrito na Ordem dos Advogados portuguesa. Vais avaliar e, sendo caso disso, redigir um requerimento de DISPENSA DA AUDIÊNCIA PRÉVIA, ao abrigo do artigo 593.º do Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de junho).

ETAPA 1 — TESTE (obrigatória, antes de redigir)
A dispensa aplica-se quando a audiência prévia se destinaria APENAS ao despacho saneador, à adequação formal e à identificação do objeto do litígio com enunciação dos temas da prova. Percorre e responde:
a) Restam exceções dilatórias ou nulidades por conhecer? Quais?
b) Há matéria que justifique convite ao aperfeiçoamento dos articulados?
c) Há utilidade em tentativa de conciliação, à luz do que as partes já manifestaram?
d) O objeto do litígio e os temas da prova são simples e resultam com clareza dos articulados?
e) Há requerimentos probatórios por resolver que exijam contraditório presencial?
Conclui: DISPENSA ADEQUADA / NÃO ADEQUADA. Se NÃO for adequada, PARA AQUI, explica porquê e não redijas o requerimento.

DADOS
- Tribunal, juízo, processo n.º: [___]
- Partes: [___]
- Valor da causa: [___]
- Resumo da petição inicial, artigo a artigo: [___]
- Resumo da contestação, artigo a artigo: [___]
- Houve réplica? Conteúdo: [___]
- Prova já requerida por cada parte: [___]
- Alguma parte manifestou interesse em conciliação? [___]

PRODUZ (só se a Etapa 1 concluir pela adequação):

A) CONCLUSÃO DO TESTE — em cinco linhas, uma por alínea.

B) MATÉRIA ASSENTE E MATÉRIA CONTROVERTIDA — duas listas, extraídas dos articulados. É esta a demonstração de que a audiência não tem função a cumprir.

C) REQUERIMENTO — identificação, fundamento de facto (o que resulta de B), fundamento de direito com remissão ao artigo 593.º, e pedido. Curto: um requerimento destes convence pela precisão, não pela extensão.

D) PROPOSTA DE OBJETO DO LITÍGIO E TEMAS DA PROVA — porque oferecê-la ajuda o tribunal a dispensar. Apresenta em lista, sem argumentação.

E) PRAZOS — indica que o regime tem prazos próprios de requerimento e de decisão e marca [CONFERIR] os números concretos.

F) O QUE CONFERIR ANTES DE SUBMETER.

REGRAS
- Não requeiras a dispensa se a Etapa 1 não a suportar. Um requerimento indeferido custa tempo e credibilidade.
- Não afirmes prazos de memória.
- Não transformes matéria controvertida em assente para fazer o caso parecer mais simples.

REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias):
1. Escreve em português europeu, registo forense, na grafia do Diário da República.
2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___].
3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] quando não tiveres a certeza do número exato.
4. Termina com o que o subscritor tem de conferir antes de submeter.

De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)

A viragem que destrava tudo: estes prompts transformam um ChatGPT ou um Claude comum num rascunho de assistente jurídico. O Locus.IA é esse assistente já pronto — e a diferença está em quem trata os dados. No prompt, entrega-os a um terceiro. No Locus, ficam consigo.

Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.

O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.

E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez, e o Conferir é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.

Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. A pseudonimização automática reconhece agora os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: os documentos serem lidos, organizados e conferidos sem saírem do seu computador.

A tarefaNum ChatGPT / Claude comumNo Locus.IA
Entrar com os dadosColar ou digitar a cada utilizaçãoAponta a pasta do processo; é lida no seu computador
Confiança na fonteVocê confere se a IA inventouCita o ficheiro e a página de cada trecho
Preparar para o tribunalSite gratuito, com o processo a subir para fora da UEJunta, comprime e numera na sua máquina, sem internet
Escrever a peçaRecomeçar do zero e colar o resultado no WordEscrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório
Conferir minuta contra documentosÀ vista, campo a campo, à noiteConferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem
Ler um digitalizadoCopiar à mão o que a fotografia mostraTranscrever lê a imagem e devolve o texto

Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.

Perguntas Frequentes

Quando é que a audiência prévia pode ser dispensada?+
Quando se destinaria apenas ao despacho saneador, à adequação formal e à identificação do objeto do litígio com enunciação dos temas da prova — a hipótese do artigo 593.º do Código de Processo Civil. Se restar exceção por decidir, convite ao aperfeiçoamento ou utilidade em conciliação, a dispensa não é o caminho.
Porque é que o prompt começa por um teste?+
Porque o erro caro não é de redação: é requerer a dispensa num processo que precisa mesmo da audiência. O requerimento indeferido custa tempo e desgasta o argumento seguinte.
O que convence o tribunal?+
Apontar, no processo concreto, o que já está assente e o que resta decidir. Por isso o prompt extrai as duas listas dos articulados antes de escrever uma linha de fundamentação.
Vale a pena oferecer o objeto do litígio e os temas da prova?+
Ajuda. Dispensada a audiência, é o juiz que os fixa; entregar uma proposta arrumada torna a dispensa mais fácil de conceder.
A IA pode simplificar o caso para o fazer caber?+
O prompt proíbe expressamente transformar matéria controvertida em assente. Se o caso não couber, ele diz que não cabe.
Como é que isto se liga ao programa?+
A parte demorada é percorrer os articulados a separar assente de controvertido. Com os documentos indexados no seu computador, o Locus.IA faz essa leitura e responde citando o ficheiro e a página de cada facto; a peça sai depois da Oficina da Escrita, em Word formatado.

O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo

Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, sem que nada seja carregado para um responsável que não escolheu. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.

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Prompts escritos para o direito português

Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.

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Estes prompts foram escritos sobre a lei portuguesa — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.

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