Resposta curta: Cabo Verde ainda não tem regra publicada sobre uso de inteligência artificial na magistratura. Este prompt produz a declaração que o magistrado pode juntar à decisão: o que a ferramenta fez, o que não fez, onde correu, e a afirmação expressa de que o juízo não foi delegado. Serve para quem prefere deixar registado antes de existir obrigação.

Quando não há regra, há duas atitudes possíveis: esperar que apareça, ou escrever agora o registo que a regra futura vai pedir. Tribunais noutras jurisdições já foram apanhados por decisões com citações inventadas, e a resposta que se generalizou foi a declaração de uso. Este prompt escreve essa declaração em linguagem sóbria, sem prometer o que a ferramenta não faz.

📋Passo a passo: Como registar o uso sem prometer o que não se cumpre

Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:

  1. Descreva a tarefa concreta: síntese dos autos, organização de factos, conferência da decisão.
  2. Diga onde correu a ferramenta — no computador do tribunal ou num serviço externo. Muda tudo.
  3. Enumere o que foi verificado à mão: toda a citação, todo o número, todo o facto.
  4. Guarde a declaração no processo com a data e a versão da ferramenta.
  5. Se a ferramenta produziu texto que entrou na decisão, diga qual parte. Se não produziu, diga isso também.

🤖O Prompt Mestre (Copie e Adapte)

Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:

💡 Como usar no Locus.IA: com a pasta do processo indexada no seu computador, você aponta os ficheiros em vez de colar — e a resposta já vem citando ficheiro e página; nos prompts que geram um documento do zero, você informa os dados do caso e o sigilo fica protegido pela mesma arquitetura. Numa IA genérica (ChatGPT, Claude), você mesmo cola ou digita os dados no lugar indicado.
⚠️ Antes de colar isto num ChatGPT: não é só sigilo, é a lei de proteção de dados.

Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do país. Em Cabo Verde isso toca:

  • a Lei n.º 133/V/2001, de 22 de janeiro, que estabelece o regime jurídico geral de proteção de dados pessoais em Cabo Verde, alterada pela Lei n.º 41/VIII/2013 e pela Lei n.º 121/IX/2021, de 17 de março;
  • as coimas do respetivo regime, fixadas em escudos e agravadas quando estão em causa dados sensíveis, aplicadas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, criada pela Lei n.º 42/VIII/2013;
  • o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
  • o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.

No Locus.IA, a leitura e o índice dos documentos ficam no seu computador; para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não). Ver como funciona em Cabo Verde →

Prompt Mestre — Declarar o Uso de Inteligência Artificial numa Decisão em Cabo Verde
ATENÇÃO — LIMITE DESTE PROMPT: o juízo é indelegável. Esta ferramenta organiza o
que consta dos autos e confere o que já foi escrito. NÃO decide, NÃO valora prova por ti e
NÃO substitui a fundamentação do magistrado. Nunca acrescentes facto, prova ou norma que não
esteja no material fornecido: onde faltar, escreve [FALTA: ___]. Não cites artigos do Código
de Processo Civil cabo-verdiano de memória — escreve [CONFERIR] e deixa a verificação para
quem assina.

Assume o papel de assessor de magistrado judicial em Cabo Verde. Vais redigir uma DECLARAÇÃO DE
USO DE FERRAMENTA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, destinada a ser junta a uma decisão ou a ficar no
processo. A declaração tem de ser exata: não pode prometer garantias que a ferramenta não dá, nem
esconder o que ela fez.

DADOS
- Tribunal: [___] · Processo n.º: [___] · Tipo de decisão: [___]
- Ferramenta usada e versão: [___]
- Onde correu: [no computador do tribunal / em serviço externo — diz qual]
- Tarefa concreta pedida à ferramenta: [___]
- O texto produzido pela ferramenta entrou na decisão? [não / sim — em que parte]
- O que foi verificado manualmente: [___]

PRODUZ:

A) DECLARAÇÃO — texto corrido, entre oito e quinze linhas, em linguagem sóbria e na primeira
   pessoa do singular ou do plural conforme indicado. Tem de dizer, expressamente:
   1. que tarefa foi pedida à ferramenta, em termos concretos;
   2. que a ferramenta não decidiu, não valorou prova e não substituiu a fundamentação;
   3. onde os dados do processo foram tratados;
   4. que as citações, os números e os factos foram verificados pelo magistrado;
   5. que o juízo é indelegável e permaneceu com quem assina.

B) VERSÃO CURTA — duas ou três linhas, para nota de rodapé.

C) O QUE NÃO PODE SER DECLARADO — lista do que o utilizador afirmou e a declaração NÃO deve
   conter por não ser verificável a partir do que foi dado. Explica cada exclusão numa linha.

REGRAS
- Não escrevas que a ferramenta é infalível, certificada, homologada ou aprovada por qualquer
  entidade. Não inventes conformidades.
- Não cites regulamento, provimento ou recomendação cabo-verdiana sobre inteligência artificial:
  não consta que exista. Se o utilizador indicar um, insere-o como [CONFERIR: ___].
- Não uses a expressão "auditável" sem dizer o que fica registado e onde.
- Grafia do Acordo Ortográfico de 1990.

⚡De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)

A viragem que destrava tudo: estes prompts transformam um ChatGPT ou um Claude comum num rascunho de assistente jurídico. O Locus.IA é esse assistente já pronto — e a diferença está no que sai do seu computador. No prompt, sai tudo o que colar, tal como o colar. No Locus, a leitura e o índice ficam consigo, e para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não).

Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, num país que não escolheu.

O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina de PDF — juntar, dividir, comprimir, converter para PDF, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.

E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver uma minuta sua na base, é essa que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Cabo Verde: trabalham com os seus documentos e com a sua minuta. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez: na Escrita, para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não); o Conferir envia o documento à IA, sob contrato que veda o treino de modelos, e é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.

Três notas honestas, para não haver surpresa. O Locus.IA não lê o chip do Cartão Nacional de Identificação nem a Chave Móvel Digital cabo-verdiana: para assinar digitalmente continue a usar as ferramentas próprias. O programa foi desenhado no Brasil e o reconhecimento automático de identificadores cobre os formatos brasileiros e os dos outros mercados lusófonos onde já opera: na Escrita e nas perguntas aos documentos, os identificadores reconhecidos são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador, e o mascaramento funciona quando o identificador aparece com o rótulo ao lado. Os nomes não são mascarados, e no Conferir e no reconhecimento de texto em páginas digitalizadas, que envia a imagem da página, a pseudonimização não corre — a leitura final continua a ser sua. E o pagamento é cobrado em reais brasileiros: precisa de um cartão com bandeira internacional, porque um cartão apenas da rede doméstica não paga fora do país.

A tarefaNum ChatGPT / Claude comumNo Locus.IA
Entrar com os dadosColar ou digitar a cada utilizaçãoAponta a pasta do processo; é lida no seu computador
Confiança na fonteVocê confere se a IA inventouCita o ficheiro e a página de cada trecho
Escrever a peçaRecomeçar do zero e colar no WordEscrita devolve em Word formatado, a partir da sua minuta
Conferir certidão contra escrituraÀ vista, campo a campo, à noiteConferir devolve a tabela, com o ficheiro de origem
Preparar os anexosSite estrangeiro, com o processo a sair do paísJunta, comprime e numera na sua máquina, sem internet

Quer o enquadramento? Leia o estudo sobre a justiça cabo-verdiana e o sistema informático próprio, e veja a página do Locus.IA para Cabo Verde, com os valores em escudos.

❓Perguntas Frequentes

Existe alguma regra cabo-verdiana que obrigue a declarar o uso de IA?+
Não consta que exista, e o prompt foi instruído a não citar nenhuma. Esta declaração é voluntária: serve a quem prefere deixar registado agora o que uma regra futura provavelmente vai exigir.
Porquê declarar, se ninguém obriga?+
Porque o registo protege quem assina. Em várias jurisdições apareceram decisões com citações inventadas por ferramentas de IA, e a resposta que se generalizou foi exigir transparência sobre o uso. Escrever a declaração antes é mais barato do que explicá-la depois.
A declaração diz que a ferramenta é fiável?+
Não, e o prompt recusa-se a escrever isso. Diz o que foi pedido, o que não foi delegado, onde os dados foram tratados e o que foi conferido à mão. Certificações que não existem não entram.
Serve para advogados?+
A lógica serve, mas o texto está escrito para quem julga. Um advogado que queira declarar o uso deve adaptar os campos e ter presente o segredo profissional.
Em que é que o programa entra?+
O ponto três da declaração — onde os dados foram tratados — é o mais difícil de responder com um serviço aberto. Com a Locus.IA a resposta é concreta: a leitura e o índice dos documentos ficam no computador de quem a usa; para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não), e o Conferir envia o documento à IA, sob contrato que veda o treino de modelos. É isso que a declaração deve dizer.

O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo

Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir da sua minuta, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime e numera os PDF na sua máquina, sem enviar nada. Desde cerca de 2.750 escudos por mês, cobrados em reais brasileiros por cartão internacional, com garantia de 14 dias.

⚖️ Ver o Locus.IA para Cabo Verde
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Prompts escritos para o direito cabo-verdiano

Proteção de dados na Lei n.º 133/V/2001, alçada e competência na Lei n.º 61/X/2025, de 21 de agosto, a fronteira entre o cível e o administrativo nos tribunais comuns, conferência de certidão predial e minuta contratual. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância — e nenhum artigo do Código de Processo Civil é citado enquanto a versão consolidada não for confirmada.

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Estes prompts foram escritos sobre a lei cabo-verdiana — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.

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