Resposta curta: Prompt para magistrados: transforma o processo numa síntese fiel, com a identificação das partes, o pedido, a causa de pedir, a defesa, o percurso processual e a prova produzida, cada elemento remetido para a folha onde está. Não decide nada; poupa a leitura de reconstrução.

O relatório é a parte da sentença que menos exige julgamento e mais consome tempo: reler tudo para contar o que aconteceu. Este prompt faz a síntese a partir do que lhe é dado, com remissão para as folhas, e assinala o que não encontrou em vez de preencher o vazio.

📋Passo a passo: Como preparar o relatório com IA

Siga este roteiro antes de pedir a peça à IA:

  1. Reúna as peças na ordem: petição inicial, contestação, articulados supervenientes, despachos, actas de audiência e relatórios periciais.
  2. Indique ao prompt as folhas de cada peça. A remissão para a folha é o que torna o relatório conferível.
  3. Peça a síntese e leia-a contra os autos: o relatório é seu e responde por ele.
  4. Verifique se cada pedido formulado aparece na síntese. Pedido que se perde no relatório costuma perder-se também no dispositivo.
  5. Guarde a lista de lacunas que o prompt devolver: costuma revelar peça em falta ou diligência por realizar.

🤖O Prompt Mestre (Copie e Adapte)

Este prompt gera a primeira versão completa da peça. Substitua os campos entre colchetes. Quanto mais específico o preenchimento, melhor a minuta:

💡 Como usar no Locus.IA: com a pasta do processo indexada no seu computador, você aponta os ficheiros em vez de colar — e a resposta já vem citando ficheiro e página; nos prompts que geram um documento do zero, você informa os dados do caso e o sigilo fica protegido pela mesma arquitetura. Numa IA genérica (ChatGPT, Claude), você mesmo cola ou digita os dados no lugar indicado.
⚠️ Antes de colar isto num ChatGPT: não é só sigilo, é o RGPD.

Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais (nome, NIF, morada, factos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, está a permitir que um terceiro trate dados pessoais por sua conta, com transferência provável para fora do Espaço Económico Europeu. Em Portugal isso toca:

  • o RGPD (Regulamento (UE) 2016/679): tratamento sem fundamento e sem o contrato do artigo 28.º, com coimas que o artigo 83.º fixa até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual mundial;
  • a Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que executa o RGPD em Portugal e tem regime contraordenacional próprio nos artigos 37.º e 38.º, aplicado pela CNPD;
  • o sigilo profissional do advogado, do solicitador e do notário, que não distingue entre o processo em papel e o ficheiro carregado num site;
  • o uso do conteúdo para treinar o modelo, consoante os termos da ferramenta.

Para dar escala: a CNPD aplicou 1,25 milhões de euros ao Município de Lisboa em 2021 e 400 mil euros ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo em 2018. No Locus.IA, a leitura e o índice dos ficheiros ficam no seu computador; para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não). Ver como funciona em Portugal →

Prompt Mestre — o Relatório da Sentença em Portugal
ATENÇÃO — LIMITE DESTE PROMPT: o juízo é indelegável. Esta ferramenta organiza o que
consta dos autos e confere o que já foi escrito. NÃO decide, NÃO valora prova por ti e
NÃO substitui a fundamentação do magistrado. Nunca acrescentes facto, prova ou norma que
não esteja no material fornecido: onde faltar, escreve [FALTA: ___].

Assume o papel de assessor de magistrado judicial em Portugal. Vais produzir o RELATÓRIO de uma sentença, ou seja, a síntese fiel do que consta dos autos. Não julgas, não valoras prova e não antecipas decisão.

IDENTIFICAÇÃO
- Tribunal e juízo: [___] · Processo n.º: [___] · Espécie: [___]
- Autor: [NOME] · Réu: [NOME]
- Valor da causa: [___]

PEÇAS DOS AUTOS (indica as folhas de cada uma)
- Petição inicial (fls. [___]): pedido [___] · causa de pedir [___]
- Contestação (fls. [___]): exceções deduzidas [___] · impugnação [___] · reconvenção [___]
- Réplica ou articulado superveniente (fls. [___]): [___]
- Despachos relevantes (fls. [___]): [___]
- Audiência (acta, fls. [___]): [O QUE FOI PRODUZIDO]
- Perícia (fls. [___]): [CONCLUSÃO]
- Documentos relevantes: [LISTA COM FOLHAS]

PRODUZ:
1. RELATÓRIO em prosa corrida, na sequência: identificação das partes; pedido, transcrito com fidelidade; causa de pedir, em síntese; defesa apresentada, distinguindo exceções de impugnação; reconvenção, se houver; percurso processual relevante; prova produzida. Cada elemento seguido da remissão (fls. ___).
2. QUADRO DOS PEDIDOS: uma linha por pedido formulado, com a folha onde consta e a posição do réu quanto a ele. Serve para conferir, no fim, se o dispositivo respondeu a todos.
3. LACUNAS: lista do que não encontraste no material fornecido e que um relatório costuma conter.

REGRAS
- Não resumas o pedido: transcreve-o com fidelidade e só depois sintetiza a causa de pedir.
- Não qualifiques juridicamente a defesa se o material não o permitir: descreve-a.
- Não escrevas uma linha de apreciação. Se te vier uma conclusão à frente, escreve [APRECIAÇÃO OMITIDA: cabe ao magistrado].

REGRAS DE SAÍDA (obrigatórias):
1. Escreve em português europeu, registo judicial, na grafia do Diário da República.
2. Onde faltar informação, escreve [FALTA: ___]. Nunca inventes facto, data ou prova.
3. Ao invocares norma, indica o diploma e o artigo e assinala [CONFERIR] se não tiveres
   a certeza do número exato. Não cites jurisprudência que não te tenha sido dada.
4. Termina com a lista do que o magistrado tem de verificar antes de assinar.

⚡De Prompt a Produto: transforme a IA num Locus (ou use o Locus)

A viragem que destrava tudo: estes prompts transformam um ChatGPT ou um Claude comum num rascunho de assistente jurídico. O Locus.IA é esse assistente já pronto — e a diferença está no que sai do seu computador. No prompt, sai tudo o que colar, tal como o colar. No Locus, a leitura e o índice ficam consigo, e para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não).

Repare no que um prompt exige de si: para o correr numa IA genérica, tem de entregar os dados reais do processo, colando documentos ou digitando nomes, moradas e factos. Isso obriga-o a um ritual a cada utilização — substituir o que identifica, conferir cada citação depois — e, ainda assim, os dados do seu cliente passam por um responsável que não escolheu, quase sempre fora do Espaço Económico Europeu.

O Locus.IA existe para apagar esse ritual. A Oficina PDF — juntar, dividir, comprimir, proteger e numerar — corre inteiramente no seu computador, mesmo sem ligação à internet: o ficheiro entra pelo disco e sai pelo disco, o que é prático para preparar peças para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais, com os documentos numerados e descritos como a Portaria n.º 350-A/2025/1 passou a exigir. Nas funções de inteligência artificial, o programa indexa os documentos na sua máquina e envia ao modelo apenas o texto necessário, por canal cifrado, devolvendo a resposta com o ficheiro e a página de onde tirou cada informação.

E há duas funções que não dependem da jurisdição. A Escrita redige a peça a partir da base que indexou e devolve-a já em Word formatado, com o logótipo e o layout do escritório; se tiver um modelo seu na base, é esse modelo que ela replica — não um formulário de outro país. O Conferir lê a peça ou a minuta contra os documentos que a devem sustentar e cruza campo a campo, devolvendo cada campo como confere, diverge, a confirmar ou não localizado, sempre com o ficheiro de onde saiu o dado. Nenhuma das duas conhece um tribunal em especial, e é isso que as torna úteis em Portugal: trabalham com os seus documentos e com o seu modelo, seja o processo do Juízo Central Cível de Lisboa ou de qualquer outro. Ambas usam inteligência artificial e consomem uma análise de cada vez: na Escrita, para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não); o Conferir envia o documento à IA, sob contrato que veda o treino de modelos, e é uma segunda conferência — a última continua a ser a sua.

Duas notas honestas, para não haver surpresa. A assinatura qualificada portuguesa vive no Cartão de Cidadão e na Chave Móvel Digital, e o Locus.IA não as lê: para assinar com equivalência à assinatura autógrafa, nos termos do Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro, continue a usar as ferramentas do Autenticação.gov. Na Escrita e nas perguntas aos documentos, a pseudonimização automática reconhece os identificadores portugueses: NIF, NIPC, NISS, Cartão de Cidadão, passaporte e IBAN são substituídos por marcadores antes do envio ao modelo e reconstituídos no seu computador; os nomes não são mascarados, e no Conferir e no Transcrever a pseudonimização não corre. Os que são dígitos soltos, como o NIF, exigem o rótulo ao lado ("NIF 123456789") — é o que impede o programa de mascarar valores e números de artigo por engano. O que o Locus.IA resolve em Portugal é outra coisa: a leitura e o índice dos documentos ficam no seu computador, e para a IA vai só o trecho necessário.

A tarefaNum ChatGPT / Claude comumNo Locus.IA
Entrar com os dadosColar ou digitar a cada utilizaçãoAponta a pasta do processo; é lida no seu computador
Confiança na fonteVocê confere se a IA inventouCita o ficheiro e a página de cada trecho
Preparar para o tribunalSite gratuito, com o processo a subir para fora da UEJunta, comprime e numera na sua máquina, sem internet
Escrever a peçaRecomeçar do zero e colar o resultado no WordEscrita devolve em Word formatado, a partir do modelo do escritório
Conferir minuta contra documentosÀ vista, campo a campo, à noiteConferir devolve a tabela, campo a campo, com o ficheiro de origem
Ler um digitalizadoCopiar à mão o que a fotografia mostraTranscrever lê a imagem e devolve o texto

Quer o enquadramento? Leia o guia da assinatura eletrónica qualificada e da tramitação eletrónica em Portugal, e veja a página do Locus.IA para Portugal, com os valores em euros.

❓Perguntas Frequentes

Este prompt escreve a sentença?+
Não. Produz apenas o relatório, que é a síntese do que consta dos autos, e um quadro dos pedidos para conferência. A apreciação e a decisão são do magistrado e o prompt recusa-se expressamente a antecipá-las.
Porque é que o prompt pede as folhas?+
Porque um relatório sem remissão não é conferível. Com a folha ao lado de cada elemento, a revisão passa a ser verificação e não releitura.
A IA pode inventar o que não encontrou?+
O prompt obriga-a a escrever [FALTA: ___] e devolve no fim a lista de lacunas. Ainda assim, o relatório tem de ser conferido contra os autos antes de ser assinado.
Para que serve o quadro dos pedidos?+
Para no fim conferir se o dispositivo respondeu a todos. Pedido que se perde no relatório costuma perder-se também na decisão, e daí nasce a nulidade por omissão de pronúncia.
Posso carregar o processo numa IA pública?+
Os autos contêm dados pessoais e, muitas vezes, matéria sujeita a segredo. No Locus.IA, a leitura e o índice dos autos ficam no computador do tribunal ou do gabinete; para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código (os nomes não).

O Locus.IA é este prompt — só que nativo, no seu computador e com o seu processo

Acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isto o dia inteiro, sem ritual: aponta a pasta, pede a peça e recebe o rascunho citando ficheiro e página. Escreve a peça em Word formatado a partir do modelo do escritório, confere-a campo a campo contra os documentos, e junta, comprime, protege e numera os PDF na sua máquina, sem enviar nada, prontos para a Área de Serviços Digitais dos Tribunais. Desde cerca de 25 euros por mês, com garantia de 14 dias.

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Prompts para Portugal · biblioteca aberta

Prompts escritos para o direito português

Contestação e apelação no CPC, procedimento disciplinar no Código do Trabalho, arrendamento no NRAU, due diligence imobiliária, conferência de minuta, pacto social e o contrato do artigo 28.º do RGPD. E, para magistrados, os prompts de relatório, saneamento e revisão de sentença. Sempre com a mesma regra: a IA monta a forma, o jurista põe a substância.

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Seleção de prompts para Portugal

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Estes prompts foram escritos sobre a lei portuguesa — não são traduções do conteúdo brasileiro. Cada um segue a mesma regra: a ferramenta organiza e confere, quem assina decide.

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