A IA qualifica o título ou pratica o ato?
Não. O Locus confere, organiza e redige minutas. A qualificação registral, a lavratura e a assinatura continuam com o tabelião, o registrador e os escreventes, que respondem pelo ato (Provimento 213, art. 14).
Serve para tabelionato de notas, registro de imóveis e serviço distrital?
Serve para qualquer serventia que trabalha sobre documentos: tabelionato de notas (escrituras, procurações e atas), registro de imóveis (títulos, matrículas e notas devolutivas), registro civil e serviço distrital (requerimentos, certidões e documentos das partes). O programa é o mesmo; muda o documento que chega ao balcão.
O cartório pode usar IA e nuvem com o Provimento CNJ 213?
Pode. O Provimento 213 não regula a inteligência artificial e admite solução local, em nuvem ou híbrida (art. 8º, VI). O que ele exige é credencial individual (art. 5º, § 2º), criptografia (art. 9º), trilha de auditoria nos sistemas da serventia (art. 10) e contrato com o fornecedor que assegure confidencialidade e a observância da LGPD (art. 13, § 6º). Conta pessoal de chat, sem contrato, é que não se sustenta.
Os documentos das partes saem da serventia?
Os originais e o índice das bases ficam no computador da serventia, e a Locus.IA não os armazena. Para responder, redigir e conferir, trechos do conteúdo seguem a um provedor corporativo de modelos de linguagem, por canal criptografado. Nas perguntas e na Escrita, CPF, CNPJ, RG, telefone, e-mail, data de nascimento e número de processo são trocados por marcadores antes do envio; nomes de pessoas não são mascarados. Na Conferência de Dados os documentos seguem como estão, porque conferir exige ler os dados. O contrato com o provedor veda treinar modelos com o conteúdo, e o provedor retém o que trafega por até 55 dias, só para detecção de uso abusivo e obrigações legais.
Funciona com matrícula antiga escaneada?
Sim. PDF com texto é indexado no próprio computador; página escaneada ou fotografada passa pelo reconhecimento de texto (OCR) por IA. Na Conferência de Dados, o que estiver ilegível sai como não localizado, nunca como um palpite.
Integra com o sistema da serventia?
Não há integração com o sistema da serventia nem com as centrais eletrônicas. O escrevente exporta ou digitaliza os documentos e indexa no Locus. O relatório sai em Word, e o resumo dos problemas em texto simples, para colar no sistema da casa.
Como funciona a licença para a serventia?
Cada licença é de uma pessoa, com credencial própria, como pede o Provimento 213. Uma análise é uma conferência, uma minuta, um resumo ou uma transcrição na nuvem; a Oficina de PDF, a transcrição local e a assinatura digital não gastam análise. A partir de cinco pessoas, a serventia recebe condição própria, com contrato e cláusula de proteção de dados.
Como a serventia começa?
Por uma conversa de 20 minutos com o tabelião, o registrador ou o substituto, com a conferência rodando num documento do tipo que a casa lavra. Depois vêm a proposta, a criação das contas, o treinamento remoto com a equipe e a página de treinamento com os vídeos de cada tarefa.
Precisa de que computador?
Windows 10 ou 11 e acesso à internet. Não há versão para macOS nem para Linux.