A audiência de instrução é o momento em que o processo deixa de ser papel e vira gente falando sob compromisso. E é também o momento mais mal preparado da advocacia brasileira: a maioria dos roteiros de perguntas é rabiscada na véspera, sem cruzar o que cada testemunha já disse ou assinou nos autos. Este guia mostra a anatomia de um roteiro profissional por testemunha — objetivo, sequência funil, confronto documental, plano B e contradita — e entrega os prompts prontos para a IA fazer o trabalho pesado, com você no comando da estratégia.
As Regras do Jogo: Quem Pergunta, o Quê e Quando
Antes do roteiro, o mapa normativo. São poucos artigos, mas cada um define um movimento da audiência:
| Base legal | Regra | O que muda na sua preparação |
|---|---|---|
| CPC art. 459 | Perguntas diretas do advogado à testemunha. O juiz indefere as que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou repetirem pergunta já respondida | Cada pergunta do roteiro precisa passar no triplo filtro: aberta, pertinente, inédita |
| CPC art. 385 | Depoimento pessoal da parte — pode ser requerido pela parte contrária; quem não comparece ou se recusa a responder sofre pena de confissão (§1º) | O interrogatório da parte adversa merece roteiro próprio, mirando a confissão |
| CPC art. 447 | Define quem pode depor: todos, exceto incapazes, impedidos e suspeitos (parentes, amigos íntimos, inimigos, interessados no litígio) | É o checklist para decidir se cabe contradita contra a testemunha adversa |
| CPC art. 457, §1º | CONTRADITA: a parte pode arguir impedimento ou suspeição antes do depoimento, provando na hora com documentos ou testemunhas | A prova do vínculo tem que estar impressa na pasta — depois de iniciado o depoimento, precluiu |
| CLT art. 820 | Na audiência trabalhista, as testemunhas são inquiridas pelo juiz, cabendo às partes reperguntar por seu intermédio (o interrogatório dos próprios litigantes é o art. 848) | Leve o roteiro pronto: as reperguntas passam pelo juiz, mas o conteúdo é seu |
| CPP art. 212 | No processo penal, perguntas diretas das partes; o juiz complementa ao final | A lógica do roteiro por testemunha vale igual na instrução criminal |
O que é pergunta indutiva (e por que o juiz indefere)
Pergunta indutiva é a que já traz a resposta que o advogado quer ouvir: sugere o fato e deixa à testemunha só o trabalho de confirmar. A lei não usa o termo. Ela descreve o efeito, a pergunta que pode "induzir a resposta", e manda o juiz não admiti-la, no cível e no crime:
CPC, art. 459: "As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, começando pela que a arrolou, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com as questões de fato objeto da atividade probatória ou importarem repetição de outra já respondida."
CPP, art. 212: "As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida."
Nenhum dos dois textos abre exceção para a testemunha arrolada pela parte contrária: a vedação vale para os dois advogados, do começo ao fim do depoimento. E o indeferimento não é o único custo, porque a pergunta indutiva mostra à testemunha exatamente o que você queria extrair dela. Se o juiz indeferir uma pergunta que você considera legítima, peça que ela conste do termo (CPC, art. 459, §3º).
| Indutiva (será indeferida) | Aberta (o que perguntar) | O que muda |
|---|---|---|
| "Não é verdade que o senhor viu o réu assinar o documento?" | "Quem estava presente quando o documento foi assinado?" | A indutiva pede um "sim"; a aberta obriga a testemunha a narrar |
| "O carro vinha em alta velocidade, certo?" | "Como o carro se aproximava do cruzamento?" | A indutiva entrega a conclusão; a aberta pede o fato que a testemunha viu |
| "A senhora sempre saía depois das 20h, não é?" | "Em que horário a senhora costumava sair do trabalho?" | O horário tem de vir da testemunha, não do advogado |
| "Depois da ameaça, o senhor foi embora?" (sem prova de que houve ameaça) | "O que aconteceu antes de o senhor ir embora?" | A indutiva embute um fato não provado, e pode ser barrada também como pergunta capciosa (CPC, art. 459, §2º) |
Exemplos de perguntas para testemunha no processo criminal
Na instrução criminal, a ordem está na lei: primeiro as declarações do ofendido, depois as testemunhas de acusação e, em seguida, as de defesa (ressalvada a testemunha ouvida por carta precatória, art. 222); depois os esclarecimentos dos peritos, as acareações e o reconhecimento de pessoas e coisas; por último, o interrogatório do acusado (CPP, art. 400). No rito ordinário, cada parte pode arrolar até 8 testemunhas (art. 401). As partes perguntam diretamente (art. 212) e, sobre os pontos não esclarecidos, o juiz pode complementar a inquirição (art. 212, parágrafo único). O CPP não diz qual parte pergunta primeiro; no cível, o art. 459 do CPC manda começar pela que arrolou a testemunha.
As perguntas abaixo são genéricas. Adapte aos fatos da denúncia e ao que a testemunha já declarou nos autos:
Acusação: fixar o fato
- "Onde o(a) senhor(a) estava no dia [data], por volta de [hora]?"
- "O que o(a) senhor(a) viu ou ouviu nesse momento?"
- "Quem mais estava no local?"
- "Como o(a) senhor(a) conhecia a vítima e o acusado antes desse dia?"
- "O que aconteceu logo depois?"
- "Como o(a) senhor(a) soube desse fato?" (é a razão de ciência que a testemunha deve explicar, CPP, art. 203)
Defesa: testar a percepção e a fonte
- "A que distância o(a) senhor(a) estava quando viu o fato?"
- "Como estavam a iluminação e a visibilidade no local?"
- "Por quanto tempo o(a) senhor(a) observou a cena?"
- "O(a) senhor(a) presenciou o fato ou soube dele por outra pessoa? Por quem?"
- "Quando o(a) senhor(a) contou esse fato pela primeira vez, e a quem?"
- "O(a) senhor(a) já prestou depoimento sobre isso antes? O que disse?" (para confrontar com o termo anterior, se houver divergência)
Anatomia do Roteiro por Testemunha
Roteiro de audiência não é lista de perguntas — é um plano de ataque individual. Para cada testemunha, o roteiro profissional tem cinco camadas:
1. Objetivo declarado
Um ou dois fatos — não mais — que aquela testemunha pode confirmar ou negar. Se você não consegue escrever em uma linha o que quer dela, você ainda não está pronto para perguntá-la nada.
2. O que ela JÁ disse ou assinou
Depoimentos anteriores, mensagens de WhatsApp, e-mails, documentos que ela assinou ou em que é mencionada. É esse material que amarra a testemunha: ela pode mudar a versão oral, mas não pode reescrever o que está nos autos.
3. Sequência funil
Do largo ao estreito: contexto → fato específico → detalhe verificável. Perguntas de contexto ("qual era sua função na empresa?") criam compromisso com uma narrativa; as específicas encurralam ("quem autorizou o desconto?"); o detalhe verificável fecha a porta ("isso foi antes ou depois da reunião de 12 de março?").
4. Plano B: e se ela negar?
Para cada resposta esperada, o documento de confronto preparado. O art. 459 permite confrontar a testemunha com documentos dos autos — mas só funciona se o documento estiver separado, com a página anotada, pronto para ser exibido no segundo seguinte à negativa.
5. O que NÃO perguntar
A camada mais ignorada. Toda audiência tem a pergunta a mais: aquela que, depois de uma resposta boa, tenta melhorá-la — e dá à testemunha a chance de explicar, relativizar e destruir o que você tinha ganhado. O roteiro deve marcar onde parar.
O Prompt Mestre (Copie e Adapte)
Este prompt gera o roteiro completo, por testemunha, cruzado com os pontos controvertidos do saneamento. Substitua os campos entre colchetes — e cole os trechos dos autos: é deles que sai a inteligência do roteiro:
Este prompt é potente — mas, preenchido com dados reais do processo (nome, CPF, fatos do cliente) e colado numa IA de nuvem pública, você transfere dado pessoal e sigiloso para o servidor de um terceiro. Na prática, isso pode configurar:
- Violação da LGPD (Lei 13.709/2018) — tratamento de dado pessoal sem base legal, sujeito a sanção da ANPD;
- Quebra de sigilo profissional (Art. 34, VII, da Lei 8.906/94 — Estatuto da OAB) — infração disciplinar;
- Uso dos seus dados para treinar o modelo, a depender dos termos da ferramenta.
No Locus.IA, a leitura e o índice dos documentos ficam na sua máquina, e para a IA vai só o trecho necessário, com CPF, RG, OAB e telefone trocados por código — o mesmo prompt, com a mesma potência, sem entregar o processo inteiro do seu cliente a uma IA de uso geral. Ver como funciona →
Você é um advogado sênior com vasta experiência em audiências de instrução. Monte um ROTEIRO DE AUDIÊNCIA completo, organizado POR TESTEMUNHA, técnico e pronto para uso em sala de audiência. DADOS DA AUDIÊNCIA: - Tipo de audiência: [INSTRUÇÃO CÍVEL / TRABALHISTA / CRIMINAL] - Processo e pontos controvertidos fixados no saneamento: [APONTE OU COLE A DECISÃO DE SANEAMENTO OU LISTE OS PONTOS CONTROVERTIDOS] - Represento: [AUTOR / RÉU / RECLAMANTE / RECLAMADA — e a tese central em 2 linhas] PARA CADA TESTEMUNHA: 1. Nome/vínculo: [NOME, VÍNCULO COM AS PARTES — ex.: ex-colega de trabalho do autor, vizinho, gerente da ré] O que se espera dela: [1-2 LINHAS] Trechos relevantes dos autos: [APONTE OU COLE depoimentos anteriores, mensagens, e-mails e documentos que a mencionam ou que ela assinou] 2. [REPITA PARA CADA TESTEMUNHA] INSTRUÇÕES: 1. Para CADA testemunha, produza: a) OBJETIVO DECLARADO: os 1-2 fatos que ela pode confirmar ou negar; b) 6 a 12 PERGUNTAS em sequência funil (contexto → fato específico → detalhe verificável), todas ABERTAS e NÃO INDUTIVAS (CPC art. 459) — nada de "não é verdade que..."; c) ao lado de cada pergunta, [ENTRE COLCHETES] o ponto controvertido que ela ataca; d) DOCUMENTOS DE CONFRONTO: para cada resposta esperada, qual documento dos autos exibir se ela negar (com identificação da folha/ID); e) SINAIS DE ALERTA: em que momento PARAR de perguntar (a resposta boa que não deve ser "melhorada"). 2. Se houver vínculo que configure impedimento ou suspeição (empregado atual, amigo íntimo, inimigo, interesse no litígio — CPC art. 447), inclua um BLOCO DE CONTRADITA (CPC art. 457, §1º): o vínculo, a prova documental do vínculo que devo levar impressa, e a formulação oral da contradita. 3. NÃO invente fatos que não estejam nos trechos colados. Onde faltar informação, escreva [VERIFICAR NOS AUTOS: o quê]. 4. Formato: um bloco por testemunha, numerado, com as perguntas em lista.
5 Prompts Modulares (Para Cada Movimento da Audiência)
O prompt mestre resolve o roteiro geral. Os módulos abaixo atacam situações específicas:
1. Depoimento pessoal da parte adversa (CPC art. 385)
Monte o roteiro de perguntas para o DEPOIMENTO PESSOAL da parte adversa (CPC art. 385), com foco em obter CONFISSÃO sobre fatos que só ela conhece. - Parte a ser ouvida: [AUTOR/RÉU — nome e papel no litígio] - Fatos que só ela pode confirmar (e que favorecem minha tese): [LISTE — ex.: recebeu a notificação, sabia do defeito, autorizou verbalmente o serviço] - O que ela alegou nas peças: [APONTE OU COLE OS TRECHOS RELEVANTES DA INICIAL/CONTESTAÇÃO] Produza 8-12 perguntas abertas e não indutivas, em sequência funil, cada uma marcada com [o fato que busca a confissão]. Lembre no topo do roteiro: a recusa a responder ou a resposta evasiva pode gerar pena de confissão (art. 385, §1º e art. 386) — inclua a formulação do requerimento oral caso a parte se recuse a responder.
2. Desconstituir a testemunha adversa
A parte contrária arrolou a testemunha [NOME/VÍNCULO], que provavelmente dirá: [VERSÃO ESPERADA — 2-3 linhas]. Nos autos existem estes documentos e mensagens que contradizem ou enfraquecem essa versão: [APONTE OU COLE os trechos — mensagens, e-mails, documentos, depoimento anterior dela] Monte o roteiro de perguntas para o exame dessa testemunha: (a) perguntas abertas que a comprometam com a versão esperada ANTES do confronto; (b) o momento exato de exibir cada documento de contradição, com a pergunta de confronto correspondente; (c) perguntas sobre o vínculo dela com a parte adversa (para registrar em ata eventual parcialidade). Tom técnico e sereno — SEM violência retórica: o juiz observa o tom do advogado tanto quanto as respostas da testemunha. Marque onde parar se ela se contradizer.
3. Preparar meu cliente ou testemunha — dentro da ética
Prepare um guia de ORIENTAÇÃO PROCEDIMENTAL para [MEU CLIENTE / MINHA TESTEMUNHA] que vai depor em audiência de [TIPO], SEM jamais sugerir conteúdo de resposta.
O guia deve cobrir APENAS forma e procedimento:
1. Como funciona a audiência: quem pergunta, em que ordem, o dever de dizer a verdade e as consequências legais de mentir;
2. Postura: responder só o que foi perguntado, não adivinhar ("não sei" e "não me lembro" são respostas legítimas quando verdadeiras), não discutir com o advogado adversário;
3. Revisão FACTUAL: liste os documentos dos autos que a pessoa deve reler antes da audiência para refrescar a memória dos fatos que ela mesma viveu: [LISTE OS DOCUMENTOS];
4. O que NÃO farei nesta preparação: nenhuma versão ensaiada, nenhuma resposta sugerida.
IMPORTANTE: o guia orienta o PROCEDIMENTO, nunca o CONTEÚDO do depoimento.
4. Audiência trabalhista: o depoimento do preposto
Audiência de instrução TRABALHISTA (inquirição de testemunhas pelo juiz — CLT art. 820). Represento o [RECLAMANTE/RECLAMADA]. Pontos controvertidos: [LISTE — ex.: jornada, horas extras, justa causa, assédio]. Monte três blocos de roteiro: 1. DEPOIMENTO DO PREPOSTO da reclamada: perguntas abertas sobre fatos que o preposto deveria conhecer (rotina do setor, controle de jornada, quem dava ordens ao reclamante). Objetivo: expor desconhecimento dos fatos — que gera confissão ficta contra a empresa. Marque cada pergunta com [o fato controvertido]; 2. TESTEMUNHA sobre JORNADA: perguntas verificáveis (horário real de entrada/saída, como registrava o ponto, quem mais estava presente, frequência) — detalhes que quem viveu sabe e quem decorou versão erra; 3. TESTEMUNHA CONVIDADA pela parte contrária: perguntas para registrar em ata o vínculo dela com a empresa (cargo atual, subordinação, interesse) e eventual troca de favores testemunhais. Trechos dos autos para cruzar: [APONTE OU COLE cartões de ponto, contracheques, mensagens, depoimentos]
5. Revisão final do roteiro (a véspera da audiência)
Revise o roteiro de audiência abaixo como um advogado sênior na véspera da instrução. Verifique e liste em tabela: 1. Cada pergunta tem OBJETIVO claro (ataca qual ponto controvertido)? Aponte as perguntas órfãs; 2. Alguma pergunta é INDUTIVA ou repetitiva (risco de indeferimento — CPC art. 459)? Reescreva-a em formato aberto; 3. As CONTRADITAS têm prova documental do vínculo listada e pronta para exibição ANTES do depoimento (CPC art. 457, §1º)? 4. Cada resposta esperada tem PLANO B (documento de confronto identificado)? 5. Onde está marcado o ponto de PARAR de perguntar para cada testemunha? NÃO reescreva o roteiro inteiro — aponte os problemas com a localização de cada um. ROTEIRO: [APONTE OU COLE O ROTEIRO] PONTOS CONTROVERTIDOS (para conferência cruzada): [APONTE OU COLE A DECISÃO DE SANEAMENTO]
Roda esse prompt com os seus documentos reais — matrícula, certidões, autos — indexados no seu computador, citando arquivo e página. É a plataforma completa, incluindo a Oficina da Escrita (1 análise por peça) e a Oficina de PDF, que não consome análise nenhuma. Feito para quem usa toda semana, sem precisar do volume do plano Pro.
Garantia integral de 14 dias — um WhatsApp cancela na hora, devolução 100% (inclusive no Pix). Precisa de mais volume? veja o Pro (R$ 249,90).
De Prompt a Produto: Transforme a IA num Locus (ou Use o Locus)
Repare que, para rodar esses prompts numa IA genérica, você precisa entregar os dados reais do caso — colando documentos ou digitando nomes, valores e fatos. Isso te obriga a um ritual a cada uso (anonimizar o que for sensível, conferir cada citação depois) e, ainda assim, as informações do seu cliente trafegam por servidores de terceiros, fora do seu controle.
O Locus.IA existe para encurtar esse ritual. É a mesma lógica destes prompts, só que nativa, com parte do sigilo resolvida na arquitetura. Na edição local (Locus Local), o modelo roda na sua máquina e nenhum documento sai do computador; a internet só serve para revalidar a licença a cada 7 dias. No Modo Híbrido, a leitura e o índice ficam no seu computador e, nas perguntas e na redação, para a IA vai só o trecho necessário, com os identificadores trocados por código na origem e remontados só no seu computador. Nos dois casos, ele devolve o documento pronto — citando o arquivo e a página de cada informação, no seu estilo de escrita.
| A tarefa | Num ChatGPT / Claude comum | No Locus.IA |
|---|---|---|
| Entrar com os dados | Colar/digitar e anonimizar antes, a cada uso | Usa os dados reais do caso; a proteção é automática |
| Confiança na fonte | Você confere se a IA inventou | Cita o arquivo e a página de cada trecho |
| Sigilo dos dados | Trafegam por servidores de terceiros | Local: nada sai da máquina · Híbrido: pseudonimizado e criptografado, via API no Brasil |
| Estilo da peça | Genérico | Aprende o seu DNA Jurídico |
Antes de escolher a ferramenta: veja o comparativo honesto das IAs jurídicas brasileiras (2026) e os preços e planos de cada IA jurídica. Na dúvida se vale a pena, o guia de preços e planos das IAs jurídicas resolve.
É a diferença entre usar um prompt e ter o Locus: o prompt te entrega o rascunho depois do trabalho de preparar os dados; o Locus faz o trabalho inteiro, com os seus autos de verdade, sem você tomar nenhum cuidado extra.
Erros Comuns no Roteiro de Audiência
| Erro | Por que acontece | Antídoto |
|---|---|---|
| Pergunta indutiva ("não é verdade que...") | Vício de conversa, pressa | Reescrever em formato aberto — o módulo 5 caça exatamente isso |
| Pergunta cuja resposta você não sabe | Curiosidade em audiência | Regra de ouro do exame: só pergunte o que os autos já sugerem a resposta |
| Não preparar o confronto documental | Confiança de que a testemunha "vai confirmar" | Plano B por pergunta: documento identificado, folha anotada, cópia na pasta |
| Esquecer a contradita | O vínculo era conhecido, mas ninguém levou a prova | Bloco de contradita pronto — o momento é preclusivo: antes do depoimento (art. 457, §1º) |
| A pergunta a mais | Tentar "melhorar" uma resposta que já era boa | Marcar no roteiro o ponto de parada de cada testemunha — e obedecê-lo |
Perguntas Frequentes
Recursos Oficiais
📍 CPC/2015 (Lei 13.105/2015) — arts. 385, 447 a 463 (prova testemunhal e audiência):
📍 CPP (Decreto-Lei 3.689/1941) — art. 212 (perguntas diretas na instrução criminal):
📍 LGPD (Lei 13.709/2018):
Conclusão
A audiência de instrução é ganha antes de começar — na noite em que o roteiro é montado. O fluxo profissional: pontos controvertidos do saneamento → prompt mestre com os trechos dos autos → módulos para depoimento pessoal, testemunha adversa e contradita → revisão com checklist → sua escuta ativa em sala. A IA faz o cruzamento pesado dos autos em minutos; a decisão de quando perguntar, confrontar e — principalmente — parar continua sendo sua. E tudo isso sem que os depoimentos e mensagens do seu cliente vão parar num servidor do outro lado do mundo.
O Locus.IA é Este Prompt — Só que Nativo e com os Seus Autos
Você acabou de ver o que um bom prompt faz. O Locus.IA faz isso o dia inteiro, sem ritual: indexe a pasta do processo, peça a peça e receba o rascunho citando arquivo e página, no seu estilo de escrita. Tenha o assistente que já entende os seus autos.
⚖️ Testar o Locus.IA — 14 dias de garantiaTodo o contencioso: gere a peça e confira antes de protocolar
Prompts que produzem a peça, checklists que a conferem, gerador interativo — abertos, sem cadastro. E, quando quiser rodar com os autos reais, o Locus.IA indexa a pasta no seu computador e responde citando arquivo e página.